O presente trabalho pretende objetivar e traçar um paralelo entre as atividades da cultura popular, com o processo de ensino/aprendizagem através da perspectiva da democratização da escola pública, tendo em mente que há um sistema de dualidade escolar entre o público e privado, e que essa práxis é reforçada até nos dias de hoje. Nesse ponto de vista uma reforma educacional seria de total importância e necessária, e essa reforma seria na intenção de tornar o ensino mais prazeroso tanto para o docente quanto para o discente, deixando a prática conteúdista, e entrando na prática crítica, com a ação que humaniza o indivíduo, emancipa o mesmo e com olhar pedagogico enganjado, fundamentadas nas ideologias de Paulo Freire. Seguindo essa linha de pensamento usamos o samba como tema transversal, entendendo sua representatividade imensurável para as camadas mais pobres da sociedade desde o seu nascimento. Sob a influência das religiões de matriz africana o samba surge como forma de resistência e manutenção da ancestralidade do povo preto, se instaura nos morros, tornando-se o estilo musical que dá voz para a camada social condicionada a subalternização. Temos a aplicabilidade da lei 10.639/03 que tem como objetivo incluir no currículo oficial da rede de Ensino Público e Privada a obrigatoriedade a todas as escolas da educação básica até o ensino médio, o ensino da história africana e cultura afro-brasileira e africana, sendo o samba uma ciência que perpassa sobre esses ensinos. Em soma disso, no resumo que será exposto e apresentado irei abordar, especificamente, sobre o samba da mangueira “História pra ninar gente grande”. O samba citado é uma clara e sucinta demonstração do quanto o tema transversal é de suma importância dentro de sala de aula, pois como todos sabemos, o samba sempre foi um meio para reivindicações.
Trabalho apresentado pelo aluno: Matheus Fortunato
