Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê – Monteiro Lobato

Leia o texto produzido com muito carinho pela professora Ângela Brasil, responsável pela biblioteca infantil do CAIC – Paulo Darcoso Filho

Neste momento de isolamento por conta do coronavírus e entendendo a necessidade de se manterem estimulados o hábito e o gosto pela leitura, o CAIC Paulo Dacorso Filho solicita a participação da família na continuidade deste objetivo, pois somente com o convívio constante com a leitura é que nossas crianças vão criar gosto pela mesma.

A literatura infantil é muito importante, pois contribui para o conhecimento, recreação, informação e interação necessários ao ato de ler, podendo assim influenciar de maneira positiva no desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança.

A leitura precisa ser ensinada explicando-se o seu significado, para que este aprendizado seja mais motivador. A leitura deve ser apresentada como um momento lúdico, de fantasia e diversão. Assim, é fundamental que o adulto transforme a leitura numa prática que desperte a curiosidade infantil e valorize cada detalhe contado.

Ao passo que a leitura assume este papel de despertar o interesse e o prazer, a criança compreende a riqueza que as narrativas podem ter, compreende também, a presença de seus personagens e da envolvente história que os livros podem trazer, construindo uma relação de amor e carinho pela leitura.

Confira na nossa página no facebook um conteúdo didático para as crianças e mamães acerca da pandemia do coronavírus.

A importância de lavar as mãos em tempo de pandemia causada pelo COVID-19

A importância de lavar as mãos em tempo de pandemia causada pelo COVID-19

Relembre como foi realizado o projeto “Biodiversidade invisível: vivendo com microorganismos” e a importância desse aprendizado nos dias atuais

Esta publicação especial vêm mostrar e relembrar práticas de lavagem das mãos em um estudo sobre microorganismos com o oitavo ano do CAIC, estudantes e professores da UFRRJ. Atende oportunamente a necessidade deste período tão delicado de Pandemia em que vivemos e vêm alertar para lavagem das mãos corretamente com frequência. Acreditamos que o Centro de Atenção Integral a Criança e ao Adolescente – Paulo Darcoso Filho ainda em 2019, nesta prática de microbiologia e higiene, sem saber o que viria em 2020 contribuiu para vida cotidiana dos participantes. Na época a intenção foi a prevenção de verminoses e outras doenças. Realizado pela Prática de Ensino do ICBS/UFRRJ este trabalho abordou o tema Microorganismos. A atividade foi orientada pela professora Leilane Barcellos ICBS – DBA e aplicada pelos estagiários Iara Margela P. Santos, Guilherme de Sá Galvão e Stefany Pereira da Silva. A experiência foi realizada com os entusiasmados alunos da turma 802 em duas etapas. Primeiro eles assistiram aulas teóricas e, em seguida, partiram para prática. A turma foi convidada a participar do experimento que gerou muita expectativa e envolvimento de todos. Na organização dividiu-se os alunos em pequenos grupos que foram identificados para retirada das amostras. Delineou-se o experimento com amostras de mãos lavadas com água e sabão, mãos higienizadas com álcool 70% e mãos sujas sem lavar. Além das mãos, alguns objetos do uso cotidiano dos alunos e superfície do rosto foram igualmente testados, como celulares, carteiras escolares e garrafinhas d´água.

Resultados depois da incubação

Os microorganismos necessitam de um local especial e um período de tempo para que possam crescer. Esse tempo é chamado de período de incubação. Após esse período, os microorganismos foram identificados e os resultados foram levados aos alunos que observaram e discutiram junto à equipe organizadora. Constatou-se que o uso de água e sabão demonstrou redução dos microorganismos, porém, o tempo e a técnica de lavagem das mãos provavelmente foi insuficiente, pois nos dois grupos a presença de microorganismos ainda foi muito alta. Ressalta-se que a recomendação da OMS e Ministério da Saúde (2020), define o tempo de 20 segundos juntamente com a técnica adequada para lavagem das mãos usando água e sabão, como de fundamental importância para eliminação da carga de microorganismos. Nesta experiência, para as mãos higienizadas com álcool 70% o nível de contaminação de um dos grupos foi de apenas 10%. O pior resultado ficou com as mãos sem lavar, apresentando nos dois grupos testados 70 e 90% de contaminação, níveis muito elevados que demonstraram a falta de higienização adequada e periódica das mãos. Quanto às amostras retiradas das superfícies, a carteira escolar foi o local que demonstrou maior nível de contaminação, seguida pela superfície do rosto e do celular. A garrafinha de água foi a menos contaminada dentre os objetos testados. Nessa luta contra a COVID-19, este trabalho foi de alta relevância para os alunos do CAIC, mesmo sendo realizado em agosto de 2019.

Acredita-se que esta experiência contribuiu para formação científica e vida cotidiana dos participantes que para além do ambiente escolar poderão compartilhar com amigos e familiares o conhecimento adquirido. Concluo agradecendo a professora Leilane Barcelos, estagiárias e estagiários que desenvolveram este trabalho com tanta qualidade e dedicação. Apoio a vivências com esta é fundamental e de grande importância para qualidade do ensino no espaço escolar. Mais uma vez a Universidade Rural demonstra sua importância no contexto do Ensino Fundamental II do CAIC e contribui de forma indireta para a comunidade de Seropédica.

*Texto elaborado pela diretora Vânia M. N. Policarpo e publicado pelo estagiário de Comunicação, Christian Fuentes