Projeto foi realizado no dia 22 de novembro teve como tema “Todo Brasileiro é Negro”
– Por Christian Fuentes
O dia 20 de novembro certamente é um dos feriados mais importantes para o nosso país. A data simboliza o dia da Consciência Negra, assunto extremamente importante e que precisa ser pensado e discutido, sobretudo, no espaço escolar meio onde a formação está acontecendo gerando dias melhores para o futuro do nosso país. Para desenvolver a conscientização da comunidade acadêmica, alunos e professores do CAIC organizaram e promoveram um projeto que visa combater o preconceito racial em nossa sociedade. A atividade aconteceu no dia 22 de novembro, no hall do Centro de Atenção, durante a parte da manhã.
Foram vários trabalhos desenvolvidos, um deles, coordenado pela professora de Geografia Márcia Cristina Gomes junto com os alunos da turma 701 e 702. O propósito foi promover a reflexão e o resgate da identidade negra, reconhecer receitas e objetos de origem africana, construir conhecimentos sobre as tradições, crenças e maneiras de vestir-se, conhecer poetas negros, reconhecer que todo brasileiro é negro e, reconhecer que ainda existe o racismo que precisa ser combatido. Para a professora Márcia, a diversidade cultural encontrada em nossa sociedade justifica a elaboração de um projeto como esse: “Aproveitando a comemoração do dia da Consciência Negra, a partir de debates realizados em sala de aula, fez-se necessário levar os alunos à reflexão sobre a valorização da identidade de todos como brasileiros. Um povo que é formado por três etnias inclusive a negra. Se reconhecerem como herdeiros dos negros, não apenas pela questão relacionada à escravidão. Porém, de um povo que sempre lutou por sua liberdade e por seus direitos e que culminou em nossa forma de dançar, cantar, nos vestirmos, nos alimentarmos. Ou seja, no quanto estamos inseridos em nossa sociedade sobretudo nos aspectos culturais africanos. Também levá- los mais uma vez à reflexão sobre ações e atitudes racistas que ainda permanecem em nosso país. Conhecerem e reconhecerem vocabulários e comportamentos discriminatórios em vários setores da sociedade e os tipos de racismo que são praticados”, explicou a docente.
Apesar de vivermos em uma sociedade extremamente preconceituosa no que diz respeito às diferenças de cor de pele entre as pessoas, os trabalhos, estudos e pesquisas sobre a conscientização da população estão surtindo resultado e merecem destaque. Um exemplo é o fato de pela primeira vez na história o número de negros (pessoas que se autodeclaram negras ou pardas) nas universidades públicas ser maior do que o número de brancos. É o que aponta a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), conforme divulgou o Jornal Estadão. De acordo com o texto, 50,3 % dos universitários se declararam negros em 2018.
A professora Márcia comemora o avanço no que se refere ao aumento de negros em universidades, mas faz uma ponderação. “Apesar do nosso país ter avançado em políticas públicas e programas voltados para a inclusão de negros no meio acadêmico, o percentual é ainda pequeno, o que demonstra ainda a desigualdade de oportunidades. O papel da educação básica é fundamental, visto que, as crianças, ainda em formação, tendo acesso ao reconhecimento e sua identidade como negros, se não na cor da pele, mas como descendentes dos mesmos, poderão relacionarem-se entre si sem tanta “negação do outro”, por terem consciência que também fazem parte dessa constituição de brasileiros’, ressaltou.
Além dos diversos trabalhos apresentados a semana contou com uma exposição do Residência Pedagógica com pinturas de personalidades negras no Brasil.
Outras atividades com o tema sobre a Consciência Negra
Durante a semana, diversas atividades foram pensadas e organizadas seguindo o mesmo tema: a conscientização e o combate contra o preconceito racial. Apresentações, exposições por meio de cartazes, explanação de histórias e a criação de esculturas e máscaras foram algumas das atividades trabalhadas por turmas desde o Pré 2 até o 9º ano de escolaridade. Uma dessas atividades foi a Mostra Cultural, que também foi realizada na sexta-feira, mas que foi a segunda etapa de um trabalho que começou na quinta (21/11). A exposição contou com apresentação de corais, desfile de modelos, leituras e até mesmo com a apresentação de duetos formado por estudantes que cantaram e tocaram seus instrumentos.
Parabéns ao professores que se dedicaram, aos alunos pela excelente qualidade dos trabalhadores apresentados.