Alunos do CAIC participam da 4° Mostra de Trabalhos de Estudantes de Licenciatura em Ciências Biológicas

Mostra contou com 16 atividades diferentes: oficinas, jogos interativos, exposições e palestras

-Por Christian Fuentes

Os alunos da turma 601 e 602 tiveram uma atividade pra lá de atrativa na última sexta-feira (22/11). Os estudantes do Centro de Atenção, o CAIC, visitaram o Instituto de Biologia da Universidade Federal Rural (IB-Ufrrj) para participar da 4 ° Mostra de Trabalhos Didáticos-Pedagógicos dos Estudantes de Licenciatura em Ciências Biológicas. A visita as atividades no IB foi coordenada pela diretora do CAIC-UFRRJ, Vânia M.N Policarpo que também acompanhou os alunos nos locais das atividade juntamente com a professora de Língua Portuguesa Valeska e do professor de Inglês, Natan Lameu.

A atividade foi coordenada pela professora da disciplina Sistemática de Fanerógamas, Genise  Vieira Freire, do Departamento de Botânica, e pelos alunos Júlio Gomes, Alice Pinto e Rafaela Teixeira e foi dividida em duas partes: primeiro os jovens do CAIC participaram de uma palestra com o tema “tintas naturais e o funcionamento de pigmentos nas células” e logo em seguida participaram de uma espécie de oficina de pintura livre, utilizando as cores oriundas dos alimentos analisados durante a palestra, o açafrão e o Urucun.
Durante as atividades práticas e de visitação, os estudantes ficaram impressionados com o Museu de Zoologia do Instituto de Biologia. Foi a atividade que mais chamou a atenção dos alunos que possuem faixa etária média entre os 12 – 24 anos. Com a diversidade de espécies empalhadas em exposição, muitas delas, inclusive, já entraram na lista dos animais em extinção no Brasil e no mundo.
O museu funciona desde 1947, sendo que até a década de 1980 era utilizado apenas para fins estritamente didáticos, como as aulas práticas. O espaço recebe em média mil visitas por ano. Confira na nossa página do facebook as fotos da visita dos alunos do CAIC ao Instituto de Biologia. 

 

 

 

Conheça o projeto “Consciência Negra”, que teve participação e organização de alunos do CAIC

Projeto foi realizado no dia 22 de novembro teve como tema “Todo Brasileiro é Negro”

– Por Christian Fuentes

O dia 20 de novembro certamente é um dos feriados mais importantes para o nosso país. A data simboliza o dia da Consciência Negra, assunto extremamente importante e que precisa ser pensado e discutido, sobretudo, no espaço escolar meio onde a formação está acontecendo gerando dias melhores para o futuro do nosso país. Para desenvolver a conscientização da comunidade acadêmica, alunos e professores do CAIC organizaram e promoveram um projeto que visa combater o preconceito racial em nossa sociedade. A atividade aconteceu no dia 22 de novembro, no hall do Centro de Atenção, durante a parte da manhã.

Foram vários trabalhos desenvolvidos, um deles, coordenado pela professora de Geografia Márcia Cristina Gomes junto com os alunos da turma 701 e 702. O propósito foi promover a reflexão e o resgate da identidade negra, reconhecer receitas e objetos de origem africana, construir conhecimentos sobre as tradições, crenças e maneiras de vestir-se, conhecer poetas negros, reconhecer que todo brasileiro é negro e, reconhecer que ainda existe o racismo que precisa ser combatido. Para a professora Márcia, a diversidade cultural encontrada em nossa sociedade justifica a elaboração de um projeto como esse: “Aproveitando a comemoração do dia da Consciência Negra, a partir de debates realizados em sala de aula, fez-se necessário levar os alunos à reflexão sobre a valorização da identidade de todos como brasileiros. Um povo que é formado por três etnias inclusive a negra. Se reconhecerem como herdeiros dos negros, não apenas pela questão relacionada à escravidão. Porém, de um povo que sempre lutou por sua liberdade e por seus direitos e que culminou em nossa forma de dançar, cantar, nos vestirmos, nos alimentarmos. Ou seja, no quanto estamos inseridos em nossa sociedade sobretudo nos aspectos culturais africanos. Também levá- los mais uma vez à reflexão sobre ações e atitudes racistas que ainda permanecem em nosso país. Conhecerem e reconhecerem vocabulários e comportamentos discriminatórios em vários setores da sociedade e os tipos de racismo que são praticados”, explicou a docente.

Apesar de vivermos em uma sociedade extremamente preconceituosa no que diz respeito às diferenças de cor de pele entre as pessoas, os trabalhos, estudos e pesquisas sobre a conscientização da população estão surtindo resultado e merecem destaque. Um exemplo é o fato de pela primeira vez na história o número de negros (pessoas que se autodeclaram negras ou pardas) nas universidades públicas ser maior do que o número de brancos. É o que aponta a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), conforme divulgou o Jornal Estadão. De acordo com o texto, 50,3 % dos universitários se declararam negros em 2018.

A professora Márcia comemora o avanço no que se refere ao aumento de negros em universidades, mas faz uma ponderação. “Apesar do nosso país ter avançado em políticas públicas e programas voltados para a inclusão de negros no meio acadêmico, o percentual é ainda pequeno, o que demonstra ainda a desigualdade de oportunidades. O papel da educação básica é fundamental, visto que, as crianças, ainda em formação, tendo acesso ao reconhecimento e sua identidade como negros, se não na cor da pele, mas como descendentes dos mesmos, poderão relacionarem-se entre si sem tanta “negação do outro”, por terem consciência que também fazem parte dessa constituição de brasileiros’, ressaltou.
Além dos diversos trabalhos apresentados a semana contou com uma exposição do Residência Pedagógica com pinturas de personalidades negras no Brasil.

Outras atividades com o tema sobre a Consciência Negra

Durante a semana, diversas atividades foram pensadas e organizadas seguindo o mesmo tema: a conscientização e o combate contra o preconceito racial. Apresentações, exposições por meio de cartazes, explanação de histórias e a criação de esculturas e máscaras foram algumas das atividades trabalhadas por turmas desde o Pré 2 até o 9º ano de escolaridade.  Uma dessas atividades foi a Mostra Cultural, que também foi realizada na sexta-feira, mas que foi a segunda etapa de um trabalho que começou na quinta (21/11). A exposição contou com apresentação de corais, desfile de modelos, leituras e até mesmo com a apresentação de duetos formado por estudantes que cantaram e tocaram seus instrumentos.

Parabéns ao professores que se dedicaram, aos alunos pela excelente qualidade dos trabalhadores apresentados.

 

CAIC promove atividade em comemoração ao Dia Nacional do Livro

CAIC promove atividade em comemoração ao Dia Nacional do Livro

 O evento foi realizado na biblioteca do Centro de Atenção e no auditório Marielle Franco, na Rural, e contou com a presença de oito turmas, além da diretora Vânia M.N Policarpo.

-Por Christian Fuentes

Em 1808, a Coroa portuguesa transferia-se de Portugal para o Brasil. A mudança, que aconteceu devido à iminente invasão dos franceses, comandados por Napoleão, ao território português, levou, a priori, 15 mil pessoas ao Rio de Janeiro. O estado da colônia passou a ser então a capital portuguesa. Dois anos depois, em 1810, através de um decreto do Príncipe Regente, foi construída a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, no dia 29 de outubro. Esta data também ficou conhecida como o Dia Nacional do Livro, e é comemorada até os dias de hoje.

Crianças e jovens que são estimulados pela leitura têm maior capacidade de contemplar o mundo e desenvolver senso crítico para compreender o contexto e o lugar que estão inseridos. Por esse motivo e para celebrar essa data tão importante, o CAIC promoveu uma roda de conhecimento e debates sobre a leitura de diversos livros. A atividade foi coordenada pela professora Vânia M.N Policarpo, diretora geral do CAIC-UFRRJ, e pela Técnica em Assuntos Educacionais, Érica Muniz, em parceria com as estagiárias da biblioteca, Déboras Alves, estudante de História, e Isabelly Xequer, estudante de Física, ambas pela Universidade Federal Rural. A prática foi oferecida aos alunos das turmas 601, 602, 701, 702, 801,, 802, 901 e 902, nos dias 30 e 31 de outubro. O evento contou com uma  palestra oferecida aos estudantes pela diretora Vânia e por  Érica, que ocorreu no auditório Marielle Franco. Outra palestra também foi oferecida aos jovens, dessa vez na biblioteca do CAIC e  ministrada por Débora e Isabelly, além da técnica administrativa Adriane Silva, que acompanhou as estagiárias durante a roda de conhecimento.

O principal objetivo com a promoção da atividade literária foi contar a história do livro, do Museu Nacional no Rio de Janeiro e mostrar a importância da leitura no aprendizado. A prática de ensino adotada por Débora e Isabelly baseava-se, além da explanação de fatos históricos, como os relatados acima, numa conversa aberta com os estudantes para entenderem seus hábitos de leitura e incentivá-los a adotar a prática de ler. Para isso, as estagiárias organizaram uma troca de livros entre alunos de diferentes turmas. A ideia era que os jovens emprestassem seus livros favoritos aos colegas para que também tivessem a oportunidade de conhecer novas histórias.

Para Érica Muniz, a leitura tem papel fundamental na vida e no desenvolvimento dos jovens, e mesmo com a evolução da tecnologia, não podemos deixar que o livro perca o seu valor. “É muito importante desenvolver nos jovens o hábito da leitura. Ler é a base dos estudos. Estimula o raciocínio, a imaginação, a criatividade. Mesmo que com as novas tecnologias o suporte da leitura venha mudando, não podemos deixar morrer o valor do livro.”, afirmou.

A estudande de História Débora Alves acredita que a data é de extrema importância e uma ótima oportunidade para conversar com os alunos sobre a construção da História do Brasil. “Foram dois dias cansativos, mas que foram bons porque principalmente serviu para ouvirmos os alunos que circulam pela Biblioteca, saber o que essas crianças  tem lido, se gostam de ler ou se não gostam, o motivo de estarem lendo, etc… Acabei descobrindo que tem uma aluna do 9° escrevendo livro de ficção, um aluno do terceiro ano que gosta de produzir histórias  em quadrinhos, alunos que gostam de ler livros de História, alunos que gostam de escrever música, poesias…Também descobri os que não gostam de ler ou por motivos de preguiça ou por falta de hábito. E de todo modo, o feedback em geral é sempre muito bom. É importante momentos como esse em que podemos ouvir o outro. Para eles foi importante poder falar. Essa simples movimentação entre se permitir ouvir e deixar falar nos permite mesmo que de forma sutil, quebrar uma construção cara ao colonialismo. Se pensarmos que a boca foi uma ferramenta de opressão eficaz: não permitir que o “outro” fale. Fazer o movimento ao contrário é derrubar um muro da incompreensão, da intolerância e da discriminação”, explicou.

Já Isabelly prefere exaltar os benefícios que a leitura traz aos estudantes. “A leitura é fundamental no desenvolvimento dos alunos, não só os ajuda na vida escolar como também desenvolve um maior domínio da linguagem, a criatividade e o potencial de concentração dos alunos”. A jovem também nos contou como foi a experiência adquirida com o projeto. “Pra mim foi extremamente gratificante poder ter feito parte disso, o retorno que recebemos e continuamos recebendo diariamente após essa atividade é algo que eu nem imaginava, estimular o interesse a leitura desse jovem é o meu principal objetivo”, revelou entusiasmada a universitária”.

A biblioteca do CAIC funciona das 08h às 16h, nos dias letivos, e atende a alunos, professores e funcionários.