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A agroecologia nas trajetórias sociais de agricultoresassentados na Granja menina dos olhos dos semterra O caso do Assentamento Ceres, RS. Autor(es): Marcos Botton Piccin,Roberto José Moreira Palavras-Chave: Agroecologia, Agricultores assentados, Luta pela terra, MST, Ceres,RS |
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Resumo: Este artigo visa elucidar a incorporação da agroecologia nas estratégias produtivas de agricultores-assentados do Assentamento Ceres/RS. Este assentamento, criado em 1997, é oriundo da compra pelo INCRA da Granja Ceres, que devido sua moderna infra-estrutura leiteira era vista como a menina dos olhos dos sem-terra do Estado. A análise refere-se à trajetória social de quatro agricultores-assentados que, dentre outros, tiveram sua introdução nos saberes sistematizados da agroecologia, por meio dos cursos ministrados por assessores do Movimento dos Sem-Terra (MST) ou pela Fundação de Desenvolvimento, Educação e Pesquisa da Região Celeiro (FUNDEP) ainda no período do acampamento. Estaremos argumentando que a participação naqueles cursos e o posterior desenvolvimento de estratégias produtivas baseadas nestes conhecimentos estiveram diretamente relacionados com seus sistemas sócio-culturais herdados. Estes agricultores-assentados são filhos de pequenos agricultores, oriundos, portanto, de uma posição social e de uma visão de mundo que orienta suas reações aos novos eventos e experiências vividas na luta pela terra. Tais reações conferiram uma atuação política destacada e legitimidade para a participação em tais cursos.
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Acumulação de capital e agricultura de subsistência no Brasil 18891976 Autor(es): Roberto José Moreira Palavras-Chave: acumulação de capital, agricultura familiar, agricultura mercado interno, industriaagricultura, período republicano |
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Resumo: O objetivo principal deste trabalho é a análise do papel da agricultura de subsistência no processo da acumulação de capital no Brasil, desde a constituição do mercado de trabalho livre após a emancipação dos escravos em 1888. Para atingir esse intento, realizamos uma análise mais ampla da evolução da economia brasileira, visto nos termos de um modelo trissetorial de acumulação de capital. O fundamento teórico desta abordagem teve como base as teorias de desenvolvimento econômico que tem sido utilizadas em estudos sobre a América Latina (Capítulo 1) e a questão agrária brasileira (Capítulo 2). A análise da literatura sobre essas duas áreas principais indicou-nos a necessidade de construir um novo modelo teórico com o objetivo de pesquisar o padrão da acumulação de capital no Brasil (Capítulo 3). O equilíbrio dinâmico entre os setores de bens de capital (DI), de bens consumo capitalista (DII) e de bens salariais (DIII) é analisado do ponto de vista da acumulação de capital e da estrutura de demanda. Analisamos a relevância das mudanças na estrutura produtiva para aos requisitos da acumulação e a relevância da dinâmica da distribuição de renda à estrutura da demanda. O desenvolvimento econômico brasileiro desde 1889 pode ser dividido em três períodos, conforme as mudanças no foco principal da acumulação capitalista. De 1889 a 1930, o setor dinâmico era a agricultura de exportação. De 1930 a 1954, os bens industriais de consumo de massa assumem a liderança na acumulação de capital. De 1954 a 1976, o dinamismo da economia resultou dos bens industriais de consumo capitalista. As ligações intersetoriais entre DI, DII e DIII e a distribuição de renda a elas associadas definem os três padrões diferentes da acumulação de capital analisados (Capítulos 4, 5 e 6, respectivamente). Para analisar a inter-relação da acumulação de capital e a dinâmica da agricultura, dividimos este setor em três subsetores: agricultura de exportação (Sx), agricultura para mercado interno (Si), e agricultura de subsistência (Ss). A maior ênfase da análise é dirigida a este último subsetor. Sem registro no momento
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A Fronteira Binacional (Brasil e Uruguai) Território e Identidade Social Autor(es): Marta Gomes Lucena,Roberto José Moreira Palavras-Chave: Fronteira, Território, Identidade social, Brasil, Uruguai |
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Resumo: A finalidade aqui proposta é refletir sobre as categorias analíticas Território, Territorialidade e Identidades Sociais, por considerarmos a pertinência deste referencial teórico para a reflexão sobre as zonas fronteiriças imprecisas em constantes disputas territoriais. Esta abordagem enfoca o período referente ao processo de constituição dos Estados-Nação, no século XIX, decorrente da reestruturação política e econômica de dimensão mundial e trata de explicitar alguns aspectos relativos à dinâmica das relações sociais exercitadas na zona fronteiriça entre o Brasil e o Uruguai. De forma que deparamo-nos com uma postura analítica relativa aos conceitos concernente à fronteira como limite territorial e de seus desdobramentos relativos aos construtos de nacionalidade, tradição e identidade.
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Agricultores assentados e lógicas produtivas construindo um quadro de leitura Autor(es): Marcos Botton Piccin Palavras-Chave: Assentamentos rurais, Agricultores assentados, Luta pela terra, Posse da terra, Ceres,RS |
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Resumo: Neste artigo busca-se construir um quadro interpretativo para analisar as lógicas e estratégias produtivas dos agricultores- assentados do Assentamento Ceres/RS. Localizado na região do Planalto Rio-Grandense, esse Assentamento, formado em 1996, recebeu trabalhadores de diferentes regiões do Estado, com destaque para a região conhecida como Alto Uruguai ou Colônias Novas. Com efeito, sugere-se que as diferentes origens e posições sociais ocupadas anteriormente à entrada na luta pela terra tende a configurar distintos objetivos para com a posse do lote, assim como diferentes projetos de futuro elaborados entre os agricultores-assentados. Esta heterogeneidade sócio-cultural conformaria diferentes racionalidades orientadas por lógicas distintas de comportamento e ação no estabelecimento das estratégias produtivas das famílias.
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A invisibilização do outro nos discursos científicos sobre áreas naturais protegidas Autor(es): Cleyton Henrique Gerhardt Palavras-Chave: Preservação ambiental, Produção científica, Conflitos socioambientais |
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Resumo: O que nos interessará aqui será perceber e problematizar alguns dos “lugares” conferidos a grupos subalternos que vivem dentro ou próximos de áreas naturais protegidas nas interpretações de profissionais da ciência. Como estes sujeitos sociais estariam sendo identificados e avaliados pelos pesquisadores? Como apareceriam e que papéis lhes estariam sendo atribuídos em suas pesquisas? Tendo estas indagações por base, o presente trabalho vem somar-se aos esforços de cientistas sociais que tem denunciado o caráter etnocêntrico, populista e autoritário de abordagens que se pretendem participativas ou, no mínimo, que desejam “ouvir” as “opiniões” dos interessados em discutir instrumentos de política pública vinculados à implementação e gerenciamento de áreas naturais protegidas.
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A invisibilização do outro nos discursos científicos sobre áreas naturais protegidas. Autor(es): Cleyton Henrique Gerhardt Palavras-Chave: Áreas naturais protegidas, Invisibilidade, Discurso |
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Resumo: Este texto busca perceber e problematizar alguns dos “lugares” conferidos a grupos subalternos que vivem dentro ou próximos de áreas naturais protegidas nas interpretações de profissionais da ciência. Como estes sujeitos sociais estariam sendo identificados e avaliados pelos pesquisadores? Como apareceriam e que papéis lhes estariam sendo atribuídos em suas pesquisas? Tendo estas indagações por base, o presente trabalho vem somar-se aos esforços de cientistas sociais que tem denunciado o caráter etnocêntrico, populista e autoritário de abordagens que se pretendem participativas ou, no mínimo, que desejam “ouvir” as “opiniões” dos interessados em discutir instrumentos de política pública vinculados à implementação e gerenciamento de áreas naturais protegidas.
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A luta e o processo de gestação de novos conhecimentos agricultores semterra e agroecologia Autor(es): Marcos Botton Piccin,Everton Lazaretti Picolotto Palavras-Chave: Agroecologia, Agricultores semterra, Luta pela terra, MST |
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Resumo: A atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) tem contribuído para a transformação socioeconômica de regiões que receberam assentamentos de Reforma Agrária. No estado do Rio Grande do Sul (RS) os assentamentos rurais tem se destacado, dentre outras coisas, pela dinamização da economia local e pela experimentação de novas estratégias produtivas, destacando-se a agroecologia. Este artigo objetiva analisar a incorporação de conhecimentos sobre agroecologia nas estratégias produtivas dos agricultores sem-terra nos processos de luta por terra e na luta por sobrevivência posterior a conquista da terra no Assentamento Ceres, município de Jóia- RS. Este assentamento foi criado oficialmente em 1997, quando um conjunto de 113 famílias organizadas pelo MST foram assentadas em uma área comprada pelo INCRA.
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Configurações de poderes urbanorurais Fragmentos de discursos e práticas Autor(es): Roberto José Moreira Palavras-Chave: Mundo rural, Urbano, Natureza, Ecossistema, Modernidade |
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Resumo: Agradeço ao convite dos organizadores deste Encontro Nacional de Geografia Agrária. Esclareço que passei por diversos estados de ânimo desde que aceitei o convite. Como abordar o assunto tema desta mesa, em um ambiente acadêmico que não é o meu? Minha origem na agronomia, em 1968, passando posteriormente pela economia e sociologia rurais, pela economia política e, desde 1978, por minhas atividades e interlocuções científicas no Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade, o CPDA da UFRRJ, localizam-me tematicamente naquilo que denomino de mundo rural contemporâneo. Apesar de falar deste lugar construí um pensamento analítico no qual o rural não pode ser visualizado a não ser por suas relações complexas com o urbano. São alguns fragmentos desta perspectiva analítica que pretendo apresentar nesta mesa. Nestas considerações estarei associando terra, natureza e ecossistema em uma análise que procurará indicar algumas configurações de poderes urbano-rurais e cidade-campo da modernidade e da contemporaneidade. [Cont.].
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Conhecimentos científicos e seus usos nas políticas de preservação genealogia de duas leis ambientais e da criação de duas unidades de conservação Autor(es): Camila Medeiros,Cleyton Henrique Gerhardt Palavras-Chave: Conhecimento científico, Políticas públicas, Desenvolvimento sustentável, Agricultura familiar, Atores sociais |
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Resumo: Este trabalho se insere no contexto de um projeto de pesquisa mais amplo – intitulado Agriculture et développement durable dans les problématiques de Evidence Based Policies - e que envolve uma parceria, firmada em 2006, entre pesquisadores do Curso de Pós-Graduação em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA/UFRRJ), do Institut Scientifique de Recherche Agronomique (INRA/França), da Université Paris 1 (França) e da Université de Western Cape (África do Sul). Basicamente, trata-se de um estudo comparativo que tem como objetivo mais geral discutir os usos de conhecimentos científicos supostamente disponíveis na concepção de políticas públicas voltadas para a promoção do desenvolvimento sustentável. Mais especificamente, a idéia é reconstruir um modelo de análise para examinar o modo como são validadas e mobilizadas evidências científicas em ações que pretendem promover a proteção da biodiversidade e a melhoria da qualidade de vida de agricultores familiares. Especificamente no caso da equipe brasileira, optamos por um recorte que focasse duas leis ambientais (Decreto Presidencial 750 e Lei 11.428, que versão, ambas, sobre o bioma Mata Atlântica) e duas unidades de conservação localizadas no estado do Rio de Janeiro (Área de Proteção Ambiental Macaé de Cima e Parque Três Picos). Esta escolha se justifica no âmbito da pesquisa na medida em que este tipo de política pública voltada para a preservação da biodiversidade incide diretamente sobre o modo com que agricultores familiares se relacionam com o lugar onde vivem. Numa primeira etapa, fase atual da pesquisa, a idéia será reconstruir uma história dos processos sociais que levaram a concretização destas leis e unidades de conservação, evidenciando, sempre que possível, como, sobretudo nos momentos mais críticos, argumentos científicos que embasavam a tomada de decisão dos sujeitos sociais envolvidos puderam ser acessados, comunicados, impostos ou mesmo ignorados ou deixados propositalmente de lado. [Cont.].
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CPDA 30 Anos um quadro histórico Autor(es): Eli de Fátima Napoleão de Lima Palavras-Chave: CPDA 30 anos, História, Memória, Instituições, História institucional |
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Resumo: Quando da proposição da Comissão CPDA 30 anos de fazermos um quadro histórico do CPDA, o que retive como mais importante a fazer: Primeiro: recuperar, juntar, organizar, catalogar, enfim, dar tratamento adequado ao material que, por diversas mudanças de estabelecimento, encontravam-se espalhadas, dispersas, guardadas aqui e ali. Acho, ainda agora, esse o trabalho mais significativo desta proposta. E, tendo essa idéia por norte, esquadrinhei o esquema que visava dar, para essa exposição, um quadro bem geral. Uma síntese decerto imperfeita. Segundo: Reconhecer que meu trabalho não se circunscreveria a uma análise, estrito senso, das fontes que teria em mãos. Até mesmo por uma questão de tempo e recursos gerais. Não me propunha a analisar a trajetória do CPDA e, sim, neste momento, mais descrevê-la, recordá-la e ter a clareza de que não poderia ter a presunção da imparcialidade. Se o quadro que me impus pode estar a condensar aquilo que para mim teria sido mais importante deixar registrado, isso se deu mais pelo volume do material de que dispunha. Em qualquer hipótese, é necessário que eu afirme que este trabalho passa longe, muito longe de uma visão positivista e anacrônica da história. Por outras palavras, temos consciência de que a história não se explica por fórmulas fáceis, nem se investiga a partir de posturas supostamente objetivas e imparciais. O movimento de idéias que marca a trajetória de meu objeto, não me perdoaria outra posição. Terceiro: outras abordagens já foram realizadas e espero que outras tantas venham. Refiro-me as de Roberto Moreira e Nelson Delgado. A maioria das idéias básicas que conformam essa trajetória já foram expostas por estes colegas, em outros contextos, mas sempre haverá algo mais no alvo da perceptibilidade. Quarto: Enfim, o meu desejo, em andamento, é tentar traçar uma biografia da instituição, tendo por suposto que assim como as pessoas, as instituições têm sua história e por ela se afirmam no tempo e no espaço em que se inscrevem.
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Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ
Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade - CPDA
Av. Presidente Vargas, 417 – 9º andar - Centro
20071-003 - Rio de Janeiro - RJ E-mail: ruralidades@ufrrj.br
Telefone: 55 21 2224-8577 ramal 205 (secretária da Pós-graduação) - fax: 55 21 2224-8577 ramal 204