Mulher negra, parlamentar, defensora de direitos iguais para homens e mulheres: Antonieta protagonizou grandes conquistas num período em que a mulher não tinha voz
O dia 15 de outubro é um dos mais importantes feriados comemorados no país, pois simboliza não só as felicitações aos nossos lecionadores, mas também uma luta por educação gratuita e igual para homens e mulheres. Por trás de toda essa luta, está Antonieta de Barros, que embora não seja muito lembrada, protagonizou as primeiras conquistas na área da educação no Brasil.
Nascidas em 1901 e eleita Deputada Estadual em 1934, sendo uma das três primeiras mulheres a ocuparem cargo político no Brasil, foi a primeira – e única – negra na Assembleia de Santa Catarina, estado onde nasceu. Sua entrada na vida política aconteceu após apenas meio século depois da abolição da escravatura no país, e há apenas dois anos da conquista do direito do voto pela mulher, adquirido em 1936.
A primeira grande lei educacional do Brasil foi sancionada por dom Pedro I em 15 de outubro em 1827, um marco para a educação brasileira. A data era comemorada informalmente, mas foi um projeto de Antonieta a lei que criou o Dia do Professor e o feriado escolar nessa data (Lei Nº 145, de 12 de outubro de 1948), em Santa Catarina. A data seria oficializada no país inteiro somente 20 anos depois, em outubro de 1963, pelo presidente da República, João Goulart. Outras leis importantes foram concessões de bolsas de cursos superiores para alunos carentes e concursos para o magistério, para elevar o ensino público e evitar apadrinhamentos.
Além de política, também foi professora, formada aos 17 anos, feito que merece destaque visto que a educação para crianças pobres não era uma realidade naquele período. Embora a lei garantisse educação pública para todos até o ensino primário, era comum ver crianças vindas de famílias ricas ocupando a maioria das cadeiras em sala de aula. Fundou o seu próprio curso de educação para combater o analfabetismo de adultos carentes. Antonieta acreditava que a educação era a única arma para combater a servidão dos desfavorecidos.
Sua luta e empenho por uma educação igual a todos fez com que ganhasse cada vez mais destaque nos veículos de comunicação. Assim, foi convidada para trabalhar em diversos jornais, tendo publicado mais de mil artigos e criado a Revista Ilhoa, em 23 anos de contribuição à imprensa.
Fonte: El país
Agradecimento do CAIC a todos os professores (as)
Neste e em todos os dias de nossa luta diária, o Caic Paulo Dacorso Filho gostaria de expressar seu carinho, gratidão e reconhecimento a todas (os) professoras e professores que permanentemente se reinventam em comprometimentos com a formação de nossos alunos e alunas. Cidadãos que terão, a partir de suas contribuições, possibilidades para dedicação na construção de um mundo mais justo, mais fraterno e com mais humanidade. Como diz Paulo Freire:
” Ninguém nasce professor ou marcado para ser professor. A gente se forma como educador permanentemente na prática e na reflexão sobre a prática”
Parabéns para todos nós professores! Muita paz e harmonia e assim, caminhemos na certeza de que os demais planos e anseios fluirão positivamente.
-Por Vânia M. N. Policarpo (Professora e Diretora) e Christian Fuentes (estagiário de Jornalismo).