Projeto Cupuaçu

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PROJETO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

DESPOLPAMENTO E BENEFICIAMENTO DO CUPUAÇU

Esse projeto, orientado pelos Professores Maria do Socorro Guedes Freitas Durigon e Valdemir Lúcio Durigon, nasceu da necessidade do beneficiamento do fruto obtido pela Equipe Técnica do Sítio Porangaba que solicitou essa parceria com os professores do Curso Técnico em Agroecologia e Hospedagem do CTUR, visando o despolpamento do fruto e consequentemente introduzir a polpa do cupuaçu no mercado local, podendo assim despertar novo olhar e interesse de pesquisa para o fruto no meio científico da área alimentícia, os estudantes também poderão colocar em prática os seus conhecimentos teóricos.

O cupuaçuzeiro (Theobroma grandiflorum (Willd. Ex Spreng. Schum.) é uma fruteira de ocorrência natural em parte da região amazônica (SOUZA et al., 1999). Segundo Ducke (1953), o cupuaçuzeiro se desenvolve espontaneamente na região sul, leste e sudoeste do Pará, no estado do Amazonas e na pré-Amazônia maranhense.  O art. 1º da Lei nº 11.675, de 19 de maio de 2008 designa o cupuaçuzeiro como fruta nacional.

O fruto possui ótimas qualidades nutricionais, podendo ser consumido in natura ou sua polpa beneficiada na forma de sucos, sorvetes, geleias, bombons, compotas, doces e licores (CALZAVARA, 1970).

Apesar de ser tradicionalmente conhecido e aproveitado pelas populações nativas da região Amazônica, o cupuaçu temsido objeto de exploração comercial há poucas décadas. O mercado do cupuaçu se estabelece conforme o produto começa a entrar em outras regiões que não a sua de origem. Segundo Oyama (1996), o cupuaçu como produto novo, até pouco tempo praticamente desconhecido fora da Amazônia, tem condições de se estabelecer no mercado a depender, dentre outros fatores, da sua higiene, confiabilidade e garantia de oferta.

Sabendo-se da lacuna de mercado existente para a polpa do cupuaçu e da importância das atividades práticas na consolidação do conhecimento teórico, esse projeto envolve o despolpamento do cupuaçu.

O Projeto será desenvolvido no CTUR, onde receberá os frutos através da parceria com o Sitio Porangaba, os passarão por processo de higienização e será feita a seleção se algum apresentar injúria será descartado, evitando deste modo a contaminação. Na sequência será feito o processo de quebra do fruto e retirada da casca e na sequência esse fruto será despolpado, esse despolpamento será em parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos da UFRRJ, em seguida a polpa será embalada, pesada, congelada e processada em aula prática, o excedente será vendido no mercado local.

 

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